{"id":5551,"date":"2023-02-09T12:01:25","date_gmt":"2023-02-09T12:01:25","guid":{"rendered":"https:\/\/picosdeaventura.com\/?p=5551"},"modified":"2023-02-10T12:06:58","modified_gmt":"2023-02-10T12:06:58","slug":"as-baleias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/picosdeaventura.com\/pt\/2023\/02\/09\/as-baleias\/","title":{"rendered":"Porque s\u00e3o as baleias t\u00e3o grandes e porque \u00e9 que se alimentam de animais t\u00e3o pequenos?"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Porque \u00e9 que as <a href=\"http:\/\/picosdeaventura.com\/pt\/tour\/observacao-de-baleias-e-golfinhos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">baleias<\/a> se tornaram gigantes?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>                Ser grande no oceano \u00e9 uma grande vantagem por tr\u00eas raz\u00f5es principais: <\/p>\n\n\n\n<p>1) reduz a competi\u00e7\u00e3o e preda\u00e7\u00e3o por parte de outras esp\u00e9cies; \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>2) aumenta imensamente a capacidade de percorrer largas dist\u00e2ncias, tanto horizontal como verticalmente, permitindo assim, o acesso a uma muito maior \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o; <\/p>\n\n\n\n<p>3) aumenta substancialmente a capacidade de reten\u00e7\u00e3o de calor.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por\u00e9m, estas enormes propor\u00e7\u00f5es s\u00f3 s\u00e3o poss\u00edveis no oceano, uma vez que as suas enormes massas corporais s\u00e3o suportadas pela flutuabilidade da \u00e1gua. Em terra, restri\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, como a gravidade e mec\u00e2nica dos ossos, limitam as dimens\u00f5es m\u00e1ximas dos animais, tendo estes de ser capazes de suportar o seu pr\u00f3prio peso. Assim, as dimens\u00f5es corporais dos cet\u00e1ceos s\u00e3o limitados n\u00e3o por fatores f\u00edsicos, mas por fatores energ\u00e9ticos e disponibilidade de alimento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto mam\u00edferos, os cet\u00e1ceos respiram ar, tal como n\u00f3s. Por esta raz\u00e3o devem equilibrar a sua necessidade por oxig\u00e9nio \u00e0 superf\u00edcie com a necessidade de alimentos de maior qualidade em profundidade. A forma encontrada pela evolu\u00e7\u00e3o para superar este problema foi precisamente atrav\u00e9s do gigantismo: \u00e0 medida que o tamanho aumenta, o consumo oxig\u00e9nio por unidade de massa diminui, o que significa que quanto maior o indiv\u00edduo, maior a sua capacidade de mergulho. Isto permite que estes animais se alimentem durante mais tempo em profundidade quanto maior forem, o que resulta em maiores taxas de alimenta\u00e7\u00e3o e, portanto, em mais energia recolhida\/ganha por mergulho.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pensa-se que as baleias de dentes (Odontocetes), como os cachalotes ou as baleias-de-bico, evolu\u00edram no sentido de dimens\u00f5es corporais maiores de forma a melhorar a sua capacidade de mergulho e explorar melhor as grandes quantidades de alimento dispon\u00edveis no fundo do mar atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de poderosos biosonares. J\u00e1 as baleias de barbas (Mysticetes) de maiores dimens\u00f5es, al\u00e9m de melhorarem sua capacidade de mergulho, tamb\u00e9m permitiram uma explora\u00e7\u00e3o mais eficiente de pequenos organismos de grande abund\u00e2ncia nos oceanos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No entanto, de forma a manter a efici\u00eancia energ\u00e9tica com dimens\u00f5es t\u00e3o grandes, estes animais t\u00eam tamb\u00e9m grandes necessidades alimentares, sendo mesmo dos animais mais vorazes dos oceanos. De forma a atender essa grande necessidade de alimento, as baleias de dentes e de barbas desenvolveram diferentes estrat\u00e9gias: enquanto os Odontocetes se alimentam de presas maiores e predam um indiv\u00edduo de cada vez, os Misticetos desenvolveram uma t\u00e9cnica de alimenta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de um sistema de filtragem que lhes permite explorar densas aglomera\u00e7\u00f5es de pequenas presas, como cardumes de pequenos peixes e outros organismos de ainda menores dimens\u00f5es \u2013 zoopl\u00e2ncton.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Embora todas as baleias pare\u00e7am ter melhorado as suas capacidades de procura de alimento ao longo do tempo com o aumento das suas dimens\u00f5es, esta caracter\u00edstica parece ter sido ainda mais ben\u00e9fica para as baleias de barbas (Figura 1). No caso das baleias de dentes, as suas enormes dimens\u00f5es proporcionam, essencialmente, maior capacidade de mergulho e maior alcance na detec\u00e7\u00e3o de presas (atrav\u00e9s de biosonares mais potentes), mas n\u00e3o garantem a captura de presas maiores, pois estas incorrem tamb\u00e9m em grandes custos energ\u00e9ticos na sua captura. <\/p>\n\n\n\n<p>               Por outro lado, nas baleias de barbas, h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o linear entre a dimens\u00e3o e a quantidade de alimento ingerido, pois quanto maiores s\u00e3o, maior \u00e9 o volume de \u00e1gua engolfada e, consequentemente, maior a quantidade de presas ingeridas \u2013 os maiores rorquais s\u00e3o capazes de engolfar 100 a 160% do seu pr\u00f3prio volume corporal.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"567\" height=\"320\" src=\"https:\/\/picosdeaventura.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/blog-picos-de-aventura-baleias.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5562\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/picosdeaventura.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/blog-picos-de-aventura-baleias.jpg 567w, https:\/\/picosdeaventura.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/blog-picos-de-aventura-baleias-300x169.jpg 300w, https:\/\/picosdeaventura.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/blog-picos-de-aventura-baleias-18x10.jpg 18w, https:\/\/picosdeaventura.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/blog-picos-de-aventura-baleias-71x40.jpg 71w, https:\/\/picosdeaventura.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/blog-picos-de-aventura-baleias-142x80.jpg 142w, https:\/\/picosdeaventura.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/blog-picos-de-aventura-baleias-394x222.jpg 394w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Figure 1<\/strong> \u2013 A efici\u00eancia na captura de alimento nas baleias de dentes diminui quanto maiores as suas dimens\u00f5es (como demonstra a seta azul). Pelo contr\u00e1rio, no caso das baleias de barbas, quanto maiores forem maior a sua efici\u00eancia (seta vermelha). (Goldbogen et al., 2019).<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Porque \u00e9 que as maiores de todas as baleias se alimentam de animais t\u00e3o pequenos?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/strong>Estima-se que os Odontocetos e os Misticetos tenham divergido entre si h\u00e1 cerca de 35 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, no final do Eoceno. Julga-se que os maiores motivos desta diverg\u00eancia estejam relacionados com a disponibilidade de alimento e prefer\u00eancias de habitat.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto as baleias de dentes desenvolveram biosonares extremamente eficientes, que lhes permitiram explorar melhor a vasta biomassa pel\u00e1gica das \u00e1guas mais longe da costa, as baleias de barbas desenvolveram uma estrat\u00e9gia de alimenta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de um sistema de filtragem que lhes permitiu explorar eficientemente um vasto e subutilizado recurso: agrega\u00e7\u00f5es de grande densidade de animais de reduzidas dimens\u00f5es que explodem em grande n\u00famero em regi\u00f5es de intensa ressurg\u00eancia (up-welling) costeira (\u00e1reas de alta turbul\u00eancia que provocam o movimento ascendente de grandes quantidades de nutrientes, resultando em explos\u00f5es fitoplanct\u00f4nicas que, por sua vez, atraiem pequenos herb\u00edvoros, gerando grandes oportunidades de captura de alimento para uma grande variedade de esp\u00e9cies).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por mais paradoxal que possa parecer, foi a evolu\u00e7\u00e3o no sentido de especializa\u00e7\u00e3o na captura de presas de reduzidas dimens\u00f5es que permitiu que as baleias de barbas se tornassem gigantescas. Ao desenvolver esta t\u00e9cnica de alimenta\u00e7\u00e3o, estas baleias tornaram-se n\u00e3o s\u00f3 mais eficientes na captura de alimento em compara\u00e7\u00e3o com as baleias de dentes (que capturam uma \u00fanica presa de cada vez), mas ganharam tamb\u00e9m acesso a enormes recursos energ\u00e9ticos, como s\u00e3o organismos de n\u00edvel tr\u00f3fico inferior. Por exemplo, a baleia azul, o maior animal que j\u00e1 viveu no nosso planeta, com at\u00e9 33 m de comprimento, alimenta-se quase exclusivamente de krill, um pequeno crust\u00e1ceo parecido com um camar\u00e3o que mede apenas 2-3 cm de comprimento. <\/p>\n\n\n\n<p>              A raz\u00e3o por tr\u00e1s desta estranha rela\u00e7\u00e3o tem que ver com o fluxo de energia ao longo da cadeia alimentar. Quando um animal (ou planta) \u00e9 ingerido por outro, apenas 10% da energia armazenada no primeiro \u00e9 transferida para o segundo. Assim sendo, a captura de presas de n\u00edveis tr\u00f3ficos mais baixos torna-se mais vantajosa, uma vez que estes t\u00eam mais energia dispon\u00edvel para ser absorvida (Figura 2). Esta \u00e9 tamb\u00e9m a raz\u00e3o pela qual a dimens\u00e3o m\u00e1xima dos carn\u00edvoros \u00e9, geralmente, inferior \u00e0 dos herb\u00edvoros (por exemplo, o maior mam\u00edfero predador terrestre, o urso polar, tem um peso m\u00e1ximo de 800 kg, enquanto o maior herb\u00edvoro, o elefante africano, pode pesar at\u00e9 6000kg).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"463\" height=\"583\" src=\"https:\/\/picosdeaventura.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/blog-picos-de-aventura-baleias5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5564\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/picosdeaventura.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/blog-picos-de-aventura-baleias5.jpg 463w, https:\/\/picosdeaventura.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/blog-picos-de-aventura-baleias5-238x300.jpg 238w, https:\/\/picosdeaventura.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/blog-picos-de-aventura-baleias5-10x12.jpg 10w, https:\/\/picosdeaventura.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/blog-picos-de-aventura-baleias5-32x40.jpg 32w, https:\/\/picosdeaventura.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/blog-picos-de-aventura-baleias5-64x80.jpg 64w, https:\/\/picosdeaventura.com\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/blog-picos-de-aventura-baleias5-241x303.jpg 241w\" sizes=\"auto, (max-width: 463px) 100vw, 463px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Figure 2<\/strong> \u2013 Cadeias tr\u00f3ficas mais curtas s\u00e3o energeticamente mais eficientes que cadeias longas. Um \u00f3timo exemplo desta rela\u00e7\u00e3o \u00e9 precisamente a cadeia alimentar da baleia azul, que se alimenta diretamente de pequenos crust\u00e1ceos, ricos em energia. (Hill et al., 2018).&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Artigo escrito pelo bi\u00f3logo Diogo Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>Reserve a sua experi\u00eancia de whale watching connosco <a href=\"https:\/\/fareharbor.com\/embeds\/book\/picosdeaventura\/items\/155114\/calendar\/2023\/02\/?full-items=yes&amp;flow=226276\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bibliografia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Goldbogen, J. A. <em>et al.<\/em> (2010) \u2018Mechanics, hydrodynamics and energetics of blue whale lunge feeding: Efficiency dependence on krill density\u2019, <em>Journal of Experimental Biology<\/em>, 214(1), pp. 131\u2013146. doi: 10.1242\/jeb.048157.<\/p>\n\n\n\n<p>Goldbogen, J. A. <em>et al.<\/em> (2019) \u2018Why whales are big but not bigger: Physiological drivers and ecological limits in the age of ocean giants\u2019, <em>Science<\/em>, 366(6471), pp. 1367\u20131372. doi: 10.1126\/science.aax9044.<\/p>\n\n\n\n<p>Guilpin, M. <em>et al.<\/em> (2019) \u2018Foraging energetics and prey density requirements of western North Atlantic blue whales in the Estuary and Gulf of St. Lawrence, Canada\u2019, <em>Marine Ecology Progress Series<\/em>, 625, pp. 205\u2013223. doi: 10.3354\/meps13043.<\/p>\n\n\n\n<p>Hill, Richard W., et al. 2018. Animal Physiology.&nbsp;<em>Sinauer Associates\/Oxford University Press<\/em>. Nau.edu. \u201cLife on the Food Chain.\u201d&nbsp;<em>The Food Chain<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Matthews, J. N., Steiner, L. and Gordon, J. (2001) \u2018Mark-recapture analysis of sperm whale (<em>Physeter macrocephalus<\/em>) photo-id data from the Azores ( 1987-1995 )\u2019, <em>Journal of Cetacean Research and Management<\/em>, 3(3), pp. 219\u2013226.<\/p>\n\n\n\n<p>Williams, T. M. (2006) &#8216;Physiological and Ecological Consequences of Extreme Body Size&#8217;,<em> Whales<\/em>, <em>Whales, Whaling, and Ocean Ecosystems <\/em>(ed. J.A. Estes)<em>, <\/em>&nbsp;pp. 191-201. Berkeley, CA: University of California Press.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porque \u00e9 que as baleias se tornaram gigantes? 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