Golfinhos Riscados

Golfinhos riscados (Stenella coeruleoalba) e as suas crias por todo o lado! Durante as últimas semanas, temos avistado estes rápidos nadadores um pouco mais frequentemente do que o normal, com 3 avistamentos em Agosto e 4 em Setembro. Eles são muito activos à superfície e conseguem saltar horizontalmente até mais de 6 metros. Para além disso, esta espécie é considerada a mais rápida de todos os golfinhos, podendo atingir velocidades de 30 km por hora. É, portanto, espectacular ver estes lindos golfinhos a rasgar a superfície!

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Figura 1. Pequeno grupo de golfinhos riscados (Stenella coeruleoalba) em deslocação. Foto credits: Luana Sa.

No entanto, é também possível observá-los a realizar outros comportamentos, tais como o incrível ‘’roto-tailing’’! Neste movimento, os golfinhos realizam saltos curvados e, imediatamente antes de reentrarem na água, agitam a cauda repetidamente.

Uma das características mais marcantes desta espécie é a sua coloração. O dorso é preto ou cinzento-escuro, os lados cinzento claro com duas riscas cinzentas azuladas, uma que se inicia no olho e se estende até à cauda e outra do olho à barbatana dorsal, e uma barriga branca. Estes golfinhos medem geralmente cerca de 2,3m e pesam cerca de 150kg. Contudo, o maior indivíduo media 2.56m e o indivíduo mais pesado tinha 156kg. Os golfinhos riscados ocorrem em diversas regiões geográficas, tais como o Pacífico Norte ocidental, o Pacífico tropical oriental, e o Mediterrâneo. Consoante a região em que estes se encontram, apresentam diferentes morfologias.

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Figura 2. Golfinhos riscados (Stenella coeruleoalba) à superfície. Foto credits: Luana Sa

Os golfinhos riscados alimentam-se maioritariamente de peixe e pequenas lulas, tendo que, por vezes, mergulhar a profundidades de 200m a 700m para caçar as suas presas!

As populações de golfinhos riscados encontram diversas ameaças à sua existência como por exemplo bycatch em redes de pesca. Para além disso, ameaças como a poluição e a degradação dos seus habitats são de grande preocupação.

Várias tentativas de manter esta espécie em cativeiro foram realizadas, no entanto os indivíduos não sobreviveram mais de 1 ou 2 semanas devido a défices na alimentação proporcionada.

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